O que é síndrome de burnout? Sintomas, causas, estágios e fatores de risco

O que é síndrome de burnout? Sintomas, causas, estágios e fatores de risco

  • 1 de outubro de 2019
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A cada dia somos expostos a situações de trabalho desgastantes, uma alta demanda de responsabilidade e condições extremamente competitivas. Devido a este cenário, dentro de nossas funções profissionais, muitas vezes somos levados ao limite. E é aí que surge um distúrbio emocional muito comum nos ambientes corporativos: a Síndrome de Burnout, ou Síndrome do Esgotamento Profissional.

O que é Síndrome de Burnout?

A Síndrome de Burnout, ou Síndrome do Esgotamento Profissional, é um distúrbio psicológico caracterizado por exaustão extrema, alto nível de estresse, esgotamento físico e mental.

A principal causa deste distúrbio é o excesso de trabalho e alto grau de responsabilidade em determinadas tarefas. Esta doença é muito comum em profissionais que lidam diariamente com muita pressão e com responsabilidades constantes no ambiente de trabalho. Este é o caso de profissionais da área médica, professores, políticos e gerentes de projeto.

Esta síndrome também pode atingir pessoas com objetivos profissionais muito difíceis de alcançar ou pessoas que se sintam no limite da sua capacidade profissional.

A Síndrome de Burnout é ligada a um estado depressivo, e caso não seja tratado, pode desencadear uma depressão profunda. Frequentemente o diagnóstico é feito depois de surgirem algumas complicações. Por isto fique alerta e procure orientação profissional em caso de suspeitas.

Causas da Síndrome de Burnout

As causas da Síndrome de Burnout ou síndrome do esgotamento profissional são unicamente ligadas ao trabalho. Como o próprio nome diz, esta é uma doença profissional, e está ligada ao estresse e esgotamentos extremos.

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Sintomas da Síndrome de Burnout

A Síndrome de Burnout envolve sintomas relacionados ao estresse extremo. O estresse somado ao cansaço excessivo, físico e mental, indicam o início da manifestação da doença. Entre outros sintomas estão:

    • fadiga;
    • dores de cabeça frequentes;

 

  • alterações no apetite;
  • dores musculares;
  • problemas gastrointestinais;
  • alterações na pressão arterial;
  • alteração nos batimentos cardíacos;
  • insônia;
  • dificuldades de concentração;
  • sentimentos de fracasso e insegurança;
  • sentimentos de derrota e desesperança;
  • sentimentos de incompetência;
  • pessimismo;
  • alterações repentinas de humor;
  • isolamento;
  • crise do pânico;
  • crise de ansiedade;
  • depressão.

 

É muito comum que as pessoas que apresentem estes sintomas acreditarem que são passageiros. Pois normalmente eles surgem de forma leve, mas tendem a piorar com o passar dos dias. Por essa razão, ao perceber estes sintomas, busque orientação profissional, pois você pode estar sofrendo com a síndrome de burnout.

Estágio de desenvolvimento do Burnout (fonte: Wikipedia)

  1. Dedicação intensificada – com predominância da necessidade de fazer tudo sozinho e a qualquer hora do dia (imediatismo);
  2. Descaso com as necessidades pessoais – comer, dormir, sair com os amigos começam a perder o sentido;
  3. Aversão a conflitos – o portador percebe que algo não vai bem, mas não enfrenta o problema. É quando ocorrem as manifestações físicas;
  4. Reinterpretação dos valores – isolamento, fuga dos conflitos. O que antes tinha valor sofre desvalorização: lazer, casa, amigos, e a única medida da autoestima é o trabalho;
  5. Negação de problemas – nessa fase os outros são completamente desvalorizados, tidos como incapazes ou com desempenho abaixo do seu. Os contatos sociais são repelidos, cinismo e agressão são os sinais mais evidentes;
  6. Recolhimento e aversão a reuniões (recusa à socialização; evitar o diálogo e dar prioridade aos e-mails, mensagens, recados etc);
  7. Despersonalização (momentos de confusão mental onde a pessoa não sente seu corpo como habitualmente. Pode se sentir flutuando ao ir ao trabalho, tem a percepção de que não controla o que diz ou que fala, não se reconhece). Mudanças evidentes de comportamento (dificuldade de aceitar certas brincadeiras com bom senso e bom humor);
  8. Tristeza intensa – marcas de indiferença, desesperança, exaustão. A vida perde o sentido. Vazio interior e sensação de que tudo é complicado, difícil e desgastante;
  9. Colapso físico e mental.
  10. Esse estágio é considerado de emergência e a ajuda médica e psicológica se tornam uma urgência.

Fatores de risco

Qualquer profissional pode desenvolver a Síndrome de Burnout ou Síndrome do Esgotamento Profissional. No entanto, é mais comum que ela atinja pessoas que lidam diariamente com muita pressão e com responsabilidades constantes no ambiente de trabalho. Este é o caso de profissionais da área médica, professores, políticos e gerentes de projeto.

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