Afinal, por que precisamos dormir? Descubra!

Afinal, por que precisamos dormir? Descubra!

  • 9 de abril de 2019
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No total, dormimos cerca de um terço do tempo da nossa vida. Muitos amam dormir, enquanto outros acreditam que este processo é uma perda de tempo. Mas independente da opinião, há uma dúvida comum, algo que talvez você mesmo já se questionou: afinal, por que precisamos dormir?

Dormir não tem explicação evolutiva

Dormir é algo que não tem explicação evolutiva. Não faz sentido dormirmos! Perdemos tempo, não produzimos e ficamos vulneráveis durante este período. Imagine isso durante a idade da pedra! Os seres humanos daquela época ficavam totalmente expostos enquanto dormiam. Na iminência de qualquer perigo, não teriam condições de se defenderem.

Claramente, nos dias de hoje não corremos os mesmos riscos do que naquela época. Mas mesmo assim não faz sentido dormirmos. Afinal, durante cerca de 8 horas por dia não fazemos nada, não produzimos nada. Imagine se pudéssemos ficar sem dormir. Seríamos super humanos!! Quanta coisa daria para fazer?!! Então, por que precisamos dormir?

O que a ciência diz sobre por que precisamos dormir

Apesar de nos dias de hoje termos tanta tecnologia e vivenciarmos grandes avanços da ciência, inacreditavelmente os estudos sobre sono são ainda bastante recentes e limitados. Ou seja, o por que precisamos dormir continua sendo um grande mistério.

Ao longo da história, diversas teorias foram criadas para explicar o por que precisamos dormir. Dentre ela a mais aceita é a Teoria Restaurativa, que sugere acontecer uma restauração dos órgãos durante o sono N-REM e do tecido cerebral durante o sono REM.

O aumento da secreção de alguns hormônios, como o hormônio do crescimento, a prolactina e a testosterona, durante o sono N-REM, e o aumento da síntese proteica no cérebro durante o sono REM reforçam esta teoria.

Até pouco tempo atrás os cientistas acreditavam que dormir era um processo passivo e estável. Ou seja, acreditavam que não aconteceria nada durante o sono e dormir também não poderia influenciar em nada na nossa saúde.

Mas, ao longo dos últimos 70 anos, a ciência fez descobertas surpreendentes sobre o sono, e esta teoria caiu por terra. Agora se sabe que dormir não é um processo passivo, mas sim ativo e neurologicamente complexo. E ainda, que este é um processo fundamental para a conservação da nossa saúde. E que a privação do sono pode ter consequências desastrosas para nosso corpo e mente.

O que acontece enquanto dormimos?

Apesar de ainda nos dias de hoje o motivo exato pelo qual dormimos ainda não ter sido totalmente desvendado, muito já se sabe do que acontece em nosso corpo e mente durante esse processo.

Com todo o avanço da tecnologia e o interesse pelo estudo do sono, foi comprovada a sua importância na nossa vida. E descobriu-se que vários processos importantes para a nossa sobrevivência dependem do sono para acontecerem.

Assim, podemos citar, entre os processos que acontecem durante o sono, alguns dos mais importantes:

  • A secreção de alguns hormônios importantes para o funcionamento correto do organismo;
  • O fortalecimento do sistema imunológico;
  • A restauração de células lesionadas;
  • A regulação da temperatura corporal, do ritmo cardíaco e pressão arterial;
  • E o processo de aprendizagem.

O que acontece se não dormirmos?

Apesar de muita gente amar dormir, muitas pessoas não dão prioridade ao sono. E outros até o consideram uma perda de tempo ou fraqueza, chegando até desmerecer quem o prioriza.

E o mais interessante, é que muitas vezes estas mesmas pessoas, que veem o sono como uma perda de tempo, são pessoas que se preocupam com a saúde, cuidam da alimentação e praticam atividades físicas. Coisa que é super comum de observar. Mas se engana quem pensa assim! Cuidar do sono está intimamente ligado a nossa saúde e tem a mesma, ou até maior importância para nossa vida, do que a prática de atividades físicas e o cuidado com a alimentação.

Assim como o oxigênio, a água e os alimentos, o sono é base para nossa sobrevivência. Veja bem!!! Não estou falando somente de saúde, mas de so-bre-vi-vên-cia! Assim como ficar sem oxigênio, sem água ou sem alimentos, ser privado de sono durante um longo período pode matar. Sim!! Ficar sem dormir pode levar à morte.

Quando ficamos sem dormir, tanto em quantidade quanto em qualidade suficientes, nosso corpo para de funcionar corretamente. Primeiramente é comum apresentarmos sintomas semelhantes a de uma ressaca, como: dores de cabeça, irritabilidade, zumbidos nos ouvidos e sensação de “destemperamento”, quando nosso corpo começa a não conseguir mais regular a temperatura corporal. E podemos sentir as mãos e pés mais frios do que o normal.

Pouco a pouco o cérebro vai desligando alguma funções. Nossa capacidade de planejamento e tomada de decisões é afetada.

Depois de mais um tempo de privação de sono, devido a exaustão, nossas reações ficam mais lentas. Ocorre também uma piora nas funções de perspectiva e cognitivas, assemelhando-se a um estado de embriaguez por ingestão de bebidas alcoólicas.

Depois disso a glicose para de ser metabolizada adequadamente e o sistema imunológico falha. A memória e o aprendizado também começam a falhar. E junto podem ocorrer alucinações visuais e auditivas. Apesar dos sintomas variarem de pessoa para pessoa, as consequências de não dormir são terríveis para o corpo e mente.

O recorde de tempo sem dormir é de Randy Gardner, que ficou sem dormir, sem uso de estimulantes, durante cerca de 11 dias consecutivos. Caso você tenha interesse em saber mais sobre os sintomas e consequências de ficar sem dormir, eu recomendo que leia sobre este experimento.

Quanto tempo precisamos dormir?

Primeiramente, não devemos nos preocupar somente com a quantidade, mas também com a qualidade. Não adianta de nada dormir uma grande quantidade de tempo, se o sono não for de qualidade.

A quantidade ideal de tempo de sono é bastante variável de pessoa para pessoa, e depende de vários fatores. Primeiramente dependerá da sua idade, uma vez a quantidade necessária de sono varia de acordo com a faixa etária.

Outro ponto a se observar é o sexo, já que homens e mulheres têm necessidades de sono diferentes. E por outro lado, entre outros fatores, o tipo de atividade que você exerce durante o período de vigília (acordado) também pode influenciar na quantidade ideal de sono para você.

Para saber a quantidade ideal de sono, observe como você se sente ao acordar. Se dormindo sete horas você se sente revigorado e não apresenta sonolência durante o dia, sete horas é o tempo ideal para você.

Mas, se para se sentir revigorado e não apresentar sonolência durante o dia, você precisa de nove horas, este é o tempo ideal para você. O importante é que você não durma nem demais, nem de menos.

Durma uma quantidade suficiente. Mas não mais que o necessário. Pois este hábito também pode ser prejudicial para sua saúde. E não se esqueça também de observar a qualidade do seu sono!

Você deve observar como se sente depois de dormir uma quantidade de tempo suficiente. Se depois desta quantidade você acorda disposto e revigorado, e não sente sonolência, irritabilidade ou falta de concentração durante o dia, seu sono tem qualidade.

Sendo assim, não se esqueça de compartilhar este post em suas redes sociais para que mais pessoas possam saber por que precisamos dormir!

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